sexta-feira, 25 de março de 2011
Temas para publicação: Poesia e Prosa Medieval
Temas de pesquisa para este blogue:
- Canções de Gesta como A Canção de Rolando (La Chanson de Roland)
- Tristão e Isolda
- Ciclo arturiano (Rei Artur) e mitologia celta
- Goliardos
- Misoginia medieval na literatura
- Amor Cortês (e a herança que carregamos da invenção do amor romântico)
- Segismundo Spina
Para qualquer outra sugestão, basta entrar em contato.
Mãos à obra!
terça-feira, 1 de março de 2011
Grandes nomes: Segismundo Spina
Iniciemos a série Grandes nomes dos estudos literários em Literatura Portuguesa trazendo Segismundo Spina, autor de A Lírica trovadoresca (imagem de capa reproduzida acima), disponível no acervo da biblioteca da FESB. Quem de vocês do 3o semestre de Letras toma a iniciativa de pesquisar sobre este ilustre estudioso?
Bocage Cá, onde estás?
Inquieto. Irreverente. Inadaptável. Marginal, impiedoso, perverso. Rebelde sempre pronto a agredir. Imoral, pervertido. Odiado por quase todos. Gênio mas maldito.
Frequentador assíduo de botequins e de anedotas vulgares, BOCAGE é MAIS. Sim, Bocage foi um depravado; porém foi também um grande sonetista. Dos maiores da língua portuguesa. "O máximo cinzelador da métrica", como diz dele Olavo Bilac. Sim, Bocage foi um depravado, mas como se arrependeu ao final da vida, está perdoado. E assim os guardas e vigilantes zeladores dos bons costumes admitem nosso o Bocage bem-comportado, deixando bem escondidinho aquele Bocage dos versos depravados. Vê-se, portanto, a boa moral destilando há mais de duzentos anos preconceito e falso moralismo. Pior que isso, só mesmo a ênfase excessiva no aspecto biográfico, responsável também por distorcer lamentavelmente a obra deste poeta. Sim, a biografia pode lançar boas luzes na interpretação da obra. Mas o que há duzentos anos se tem feito é leitura rasteira ao buscar compreender a obra a partir da vida atribulada e dos tormentos existenciais de Bocage.
"É quase sempre visto apenas como rebelde e depravado, o que sua obra lírica é suficiente para contestar: a lírica bocageana é comparada a de Camões, por isso, considerado um dos maiores sonetistas da língua portuguesa.
Amado e odiado, Bocage deixou uma vasta obra e experimentou várias formas poéticas, opondo-se à maioria dos seus contemporâneos, e seguiu um caminho que refletisse as inquietações de sua atribulada existência. Nas letras portuguesas, ele ocupa lugar de grande excelência, para correção da sua linguagem e pela perfeição de seus sonetos. A poesia desse século apresenta duas fases: a primeira encontra os Árcades, reagindo contra os excessos culturais do período anterior e aproximando-se outra vez do classicismo, inspirados em Horácio e Pindaro, como também em alguns franceses. As Arcádias eram uma espécie de academias descentralizadas, com interesses fúteis e registro, não admitia que houvesse dissidentes. O pré-romantismo dará um tom mais pessoal aos versos de Bocage. A poesia bocageana de mérito verdadeiramente singular, introduziu na literatura do século XVIII, a vibração apaixonada em versos entusiásticos e sonoros, como também nas imagens e na ressonância orquestral do ritmo. Bocage é um precursor dos românticos, pois sua poesia na época já mostrava certas tendências peculiares deste movimento: a fantasia apaixonada, a emoção ardente, o gosto pela metrificação sonora."
Fonte: Gilfrancisco Santos "Bocage e a poesia maldita do século XVIII". Disponível em: Cronópios. http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=906 . Acesso em: 1o mar. 2011.
Dica de cinema - quem puder encontrar não deixe de assistir
Um filme poema, com prólogo, três contos e um epílogo. Não é a biografia do poeta português Manuel Maria Barbosa Du Bocage (1765-1805), mas sim uma recriação totalmente moderna de sua poesia para sempre viva e de sua vida para sempre poesia. O filme propõe visões inspiradas na vida e obra do poeta português Manoel Maria Barbosa Du Bocage, em três episódios: 1) A história da cortesã Manteigui, que se apaixona pelo poeta; 2) A história de duas amigas enganadas pelo mesmo homem, baseada num poema do autor; 3) A morte de Josino, amigo de Bocage.
http://filmow.com/filme/19314/bocage-o-triunfo-do-amor/
Outros Links e Sugestões:
Poemas eróticos - http://www.elsonfroes.com.br/bocage.htm
Triplov - http://triplov.com/letras/adelto_goncalves/2007/Leituras-de-Bocage.html
Cinedica - http://www.cinedica.com.br/Filme-Bocage---O-Triunfo-do-Amor-9877.php
UNIFESP - http://www.adunifesp.org.br/artigo/projeto-univercine-apresenta-filme-sobre-poeta-portugues-bocage
Um filme poema, com prólogo, três contos e um epílogo. Não é a biografia do poeta português Manuel Maria Barbosa Du Bocage (1765-1805), mas sim uma recriação totalmente moderna de sua poesia para sempre viva e de sua vida para sempre poesia. O filme propõe visões inspiradas na vida e obra do poeta português Manoel Maria Barbosa Du Bocage, em três episódios: 1) A história da cortesã Manteigui, que se apaixona pelo poeta; 2) A história de duas amigas enganadas pelo mesmo homem, baseada num poema do autor; 3) A morte de Josino, amigo de Bocage.
http://filmow.com/filme/19314/bocage-o-triunfo-do-amor/
Outros Links e Sugestões:
Poemas eróticos - http://www.elsonfroes.com.br/bocage.htm
Triplov - http://triplov.com/letras/adelto_goncalves/2007/Leituras-de-Bocage.html
Cinedica - http://www.cinedica.com.br/Filme-Bocage---O-Triunfo-do-Amor-9877.php
UNIFESP - http://www.adunifesp.org.br/artigo/projeto-univercine-apresenta-filme-sobre-poeta-portugues-bocage
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Mar Português
Um elemento marcou a história portuguesa: o mar.
O olhar poético de Camões visualiza a Europa como um corpo estendido. Orgulho e vaidade levam o maior poeta português a identificar o Reino Lusitano como a(o) cabeça do velho continente.
Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa,
E onde Febo repousa no Oceano.
Este quis o Céu justo que floresça
Nas armas contra o torpe Mauritano,
Deitando-o de si fora, e lá na ardente
África estar quieto o não consente.
Os Lusíadas, canto III, estrofe 20
Selo comemorativo do V centenário do nascimento de Vasco da Gama, emitido em Moçambique (1969)
Reino pouco populoso, uma boa parte da população portuguesa envolveu-se nos empreendimentos marítimos. A necessidade de milhares de homens para sustentar as posições portuguesas em América, África e Ásia costuma ser apontada como uma das principais razões para o declínio do império colonial português.
Após a viagem de Vasco da Gama às Índias (1498) até finais do século XVII, mais de 1100 embarcações rumaram para Oriente através da Carreira da Índia, tendo retornado no período apenas 59i embarcações.
Selo comemorativo do 4º centenário da descoberta do Caminho marítimo para a Índia (emissão na Índia, em 1898)
Dentro desse contexto podemos apreciar “Mar Português”, de Fernando Pessoa (também em vídeo, mais abaixo ao poema).
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fonte
Imagens de selos: - http://carreiradaindia.net/
- http://carreiradaindia.net/page/125/
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Primeiros Passos nos vastos bosques da Literatura Portuguesa
A Literatura Portuguesa é uma senhora vetusta, pele trigueira, olhos mouros que se lançam além Atlântico. Sua memória é prodigiosa. Com ela percorreremos os muitos bosques das folhas literárias portuguesas.
Para começar, ela convida-nos a assistir ao vídeo linkado abaixo sobre a cultura portuguesa, veiculado pelo telejornal Bom dia, Brasil. A seguir outro bom video, com imagens de Portugal. Para finalizar este início, vamos à belíssima Tereza Salgueiro, à frente deste universal que é o Madredeus.
http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/conheca-as-terras-portuguesas-que-produzem-os-vinhos-consumidos-no-brasil/1438173/
Assinar:
Postagens (Atom)






